quinta-feira, 13 de novembro de 2014
1550-1568
13 de Novembro - Santo Estanislau Kostka
A semelhança do jovem santo polonês com o contemporâneo são Luís Gonzaga é extraordinária. Ambos provinham de rica e nobre família e conservavam a mesma candura em uma sociedade frívola, à qual se subtraíram com coragem, indo fazer parte da Companhia de Jesus.Aos 13 anos, Estanislau foi confiado aos jesuítas de Viena para completar os estudos. Dado que as autoridades austríacas haviam requisitado o edifício do colégio reservado para os estudantes forasteiros, Estanislau teve de recorrer a um quarto de aluguel, como todos os outros alunos, os quais, todavia, longe dos olhos dos severos mestres, foram presa fácil do belo mundo vienense.
Estanislau, ao contrário, manteve-se devoto e diligente, sem jamais deixar de freqüentar a vizinha igreja. Estava assim amadurecendo o propósito de consagrar-se ao Senhor e, para evitar a recusa do pai, voltou-se diretamente para o padre Pedro Canísio, provincial dos jesuítas e futuro santo.
Eludindo a vigilância do preceptor com um hábil estratagema, Estanislau deixou Viena na volta de Dillingen. A reação do pai foi mais violenta que a prevista: ameaçou de fazer expulsar todos os jesuítas da Polônia, mas o jovem não voltou atrás em seus passos. Foi enviado a Roma para completar o noviciado e os estudos de filosofia no Colégio Romano, acolhido por um outro santo, Francisco de Borja, em outubro de 1567.
Mas restava-lhe só um ano vida. Ele tinha prognosticado que morreria jovem, em um dia dedicado à Virgem, pela qual nutria uma terna devoção. Morreu efetivamente no dia da Assunção. Foi canonizado em 1767.
Onde está o Reino de Deus? - Lc 17,20-25
Os fariseus perguntaram a Jesus sobre o momento em que chegaria o Reino de Deus. Ele respondeu: “O Reino de Deus não vem ostensivamente. Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’, ou: ‘Está ali’, pois o Reino de Deus está no meio de vós”. E ele disse aos discípulos: “Dias virão em que desejareis ver um só dia do Filho do Homem e não podereis ver. Dirão: ‘Ele está aqui’ ou: ‘Ele está ali’. Não deveis ir, nem correr atrás. Pois como o relâmpago de repente brilha de um lado do céu até o outro, assim também será o Filho do Homem, no seu dia. Antes, porém, ele deverá sofrer muito e ser rejeitado por esta geração”.segunda-feira, 10 de novembro de 2014
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
658-739
07 de Novembro - São Vilibrordo
Um monge beneditino, de pequena estatura, olhos profundos e vivos, mas de franzina e delicada constituição, compartilha com são Bonifácio o mérito de ter evangelizado a Germânia transrenana: é Vilibrordo, inglês da Nortúmbria, formado espiritualmente na Irlanda, na escola do abade Egberto, e em Ripon, uma verdadeira forja de santos.Depois do insucesso da primeira missão, Vilfrido enviou à Frísia um grupo de 11 missionários, encabeçados pelo enérgico e corajoso Vilibrordo. O primeiro impacto com a região germânica teria desencorajado quem a ela tivesse chegado com outros fins que não fossem os de levar a mensagem evangélica aos pagãos.
Os 12 missionários desembarcaram na confluência do Escaut, entre brejos malsãos e guerreiros em debandada depois do vitorioso avanço de Pepino de Heristal, que, ao derrotar o rei Radbod, apossou-se da hostil região nórdica. Uma vitória providencial também para Vilibrordo, que pôde dirigir-se ao interior da Germânia e estabelecer contato com as populações pagãs.
Antes, porém, de dar início à evangelização, Vilibrordo quis ter o beneplácito do papa. A devoção ao papa será um sinal distintivo deste tenaz e leal “apóstolo”.
Ao voltar de Roma com o encorajamento de Sérgio I, Vilibrordo escolheu Antuérpia como ponto de partida para a irradiação das futuras missões. Antes de coordenar uma importante fundação, como criar uma nova diocese na Frísia, Vilibrordo dirigiu-se uma vez mais a Roma. E encontrou desta vez um novo papa, Gregório II, que o ordenou bispo com o nome de Clemente. Em 698, Vilibrordo fundou em Luxemburgo o mosteiro de Echternach, como ponto avançado das futuras expedições missionárias, que a partir daquele momento seria difícil enumerar.
Homem de ação e de oração, ele encarna o típico monge-abade-bispo beneditino, excelente organizador, com um acentuado senso da autoridade central. A ele se deve, de fato, a criação de bispos auxiliares que evitassem o fracionamento das várias Igrejas, com prejuízo de uma conjunta e mais incisiva atividade missionária. Morreu na abadia de Echternach, onde são venerados os seus restos mortais.
Evangelho do dia.
Parábola do administrador desonesto. - Lc 16,1-8
Depois, Jesus falou ainda aos discípulos: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. Ele o chamou e lhe disse: ‘Que ouço dizer a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. O administrador, então, começou a refletir: ‘Meu senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração'. Então chamou cada um dos que estavam devendo ao seu senhor. E perguntou: ‘Quanto deves ao meu senhor?’ Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve: cinquenta!’ Depois ele perguntou a outro: 'E tu, quanto deves?' Ele respondeu: 'Cem medidas de trigo'. O administrador disse: 'Pega tua conta e escreve oitenta'. E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz”.Palavras de salvação,
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sempre
de novo contra todo o tipo de coisificação da pessoa humana, na direção de uma
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humanidade
livre e solidária. O reconhecimento afetivo da dignidade pessoal de cada ser
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humano
exige o respeito, a defesa e a promoção dos direitos da pessoa humana: direito
à vida
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desde
o instante de sua concepção; direito à liberdade, à igualdade, ao trabalho, à
prática
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religiosa,
à educação, à saúde, à segurança e aos demais meios necessários para uma vida
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digna
21.
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A solidariedade
é uma opção pela vida e pela justiça. Como afirmou João Paulo II, ela
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implica
as decisões econômicas, o fato de sentir a pobreza alheia como própria, de fazer
carne
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sua
a miséria dos marginalizados, e, em vista disso, de atuar com rigorosa coerência.
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Atualizar
nesse aspecto a práxis de Jesus frente aos novos desafios principalmente do
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neoliberalismo
e da globalização, fome, injustiças sociais e como alternativa o
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redescobrimento
da Teologia da Libertação no contexto latino americano, não se trata
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somente
da profissão de boas intenções, mas da decidida vontade de buscar soluções eficazes
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no
plano técnico da economia, com clarividência, que dá o amor e a criatividade,
que brota da
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solidariedade22.
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quinta-feira, 6 de novembro de 2014
06 de Novembro - São Leonardo de Noblac
As notícias sobre a vida deste santo, popularíssimo na Europa centro-setentrional, chegaram até nós por meio de uma biografia escrita cinco séculos depois de sua morte, com os inevitáveis embelezamentos legendários.Leonardo, de nobre estirpe franca, teve o rei Clóvis como padrinho. Com tal apoio teria facilitada qualquer carreira, mas Leonardo preferiu militar sob o estandarte do santo bispo Remígio.
Valeu-se de qualquer modo da amizade do rei para ter um privilégio, do qual fez amplo uso porque inspirado na caridade — qual seja, o de poder conceder a liberdade a todos os prisioneiros que encontrasse pelo caminho. É lastimável que Leonardo tenha escolhido viver como eremita no meio de um denso bosque, no qual poucos prisioneiros teriam transitado...
Mas a santidade tem muitos outros recursos. Assim, espalhado o rumor sobre este santo eremita e sobre suas capacidades taumatúrgicas, bastava aos prisioneiros invocar seu nome para que as correntes caíssem de seus pulsos e tornozelos.
Bem no meio da floresta de Pavum, perto de Limoges, onde o eremita havia fixado a sua morada, passou, em vez dos prisioneiros, o casal real com todo o seu séquito de cortesãos para uma partida de caça. Inútil perguntar o que foi fazer aí a rainha no último mês de gravidez. Para lá foi ela, narra o autor da Vita sancti Leonardi, por um desígnio providencial. Com efeito, a nobre soberana, colhida pelas dores do parto, teve a assistência do santo e, graças sobretudo as suas orações, o evento foi verdadeiramente alegre.
O rei mostrou-se reconhecido e prometeu doar-lhe o terreno para que construísse um mosteiro. Que área? Toda aquela que ele conseguisse delimitar percorrendo-a no dorso de um asno, em um só dia, obviamente. Leonardo, já rodeado de muito discípulos, alguns dos quais tinham sido libertados das cadeias por sua intercessão, construiu um primeiro oratório e aí escavou um poço; depois os devotos estabeleceram-se ao lado do mosteiro com suas famílias, dando origem à aldeia que leva seu nome: Saint-Leonard-de-Noblac. E o santuário continua ainda hoje a ser lugar de peregrinações.
O santo é invocado como padroeiro dos prisioneiros, mas também dos fabricantes de cadeias, de cepos, de fechos e afins. É invocado contra os bandidos, os quais, por sua vez, postos sob cadeias, poderiam recorrer a seu generoso patrocínio. Mas o invocam sobretudo as parturientes para ter um parto indolor.
A alegria do reencontro - Lc 15,1-10
Os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles. Então Jesus contou-lhes esta parábola: “Quem de vós que tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? E quando a encontra, Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ Eu vos digo: assim haverá no céu alegria por um só pecador que se converte, mais do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão. E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’ Assim, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”.sábado, 1 de novembro de 2014
02 de Novembro - Finados
A Igreja, guardiã e intérprete da divina Revelação, ensina que todos os que morrem na graça de Deus e entram na vida eterna não rompem suas relações com os irmãos que sobrevivem: vivos e mortos, santificados pelo mesmo Espírito, formam o Corpo Místico de Cristo, a Igreja.Igreja triunfante, celebrada no dia anterior a este, com a solenidade de Todos os Santos; Igreja militante, peregrina sobre a terra, a caminho do Reino prometido por Cristo aos redimidos; e Igreja da purificação, um estado intermediário, temporário, que tem seu fundamento na Revelação.
São Paulo, na Primeira Carta aos Coríntios, para esclarecer essa verdade, usa a imagem de um edifício em construção: entre os operários há aquele que faz um trabalho cuidadoso, perfeito e usa bom material; e há o que, pelo contrário, ao bom material mistura madeira ou palha. Houve tempo em que as casas dos pobres tinham telhado de palha sustentado por frágeis traves. Na metáfora paulina, aquela madeira ordinária e aquela palha são a vanglória e o pouco zelo no serviço do Senhor. Na hora da verificação, acrescenta são Paulo, isto é, na prova do fogo, a palha desaparecerá, mas “se a obra contruída [...] subsistir, o operário receberá uma recompensa. Aquele, porém, cuja obra for queimada perderá a recompensa. Ele mesmo, entretanto, será salvo, mas como que através do fogo”.
A estas almas, imersas na chama purificadora à espera da plena bem-aventurança celeste, a Igreja dedica neste dia uma recordação particular, para soldar com a caridade do sufrágio aqueles vínculos de amor que ligam vivos e mortos na mística união com Cristo. Em 1915, Bento XV estendeu a todos os sacerdotes o privilégio — concedido em 1748 apenas à Espanha — de celebrarem três missas em sufrágio dos mortos.
Na liturgia de hoje, a Igreja condensa em três palavras a resposta à interrogação sobre a “vida além da vida”: vita mutatur, non tollitur, a vida continua. São as palavras de Jesus: “Eu sou a ressurreição. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. E quem vive e crê em mim, jamais morrerá” (Jo 11,25-26). E, sempre no evangelho de João (6,54.58), Jesus insiste na mesma verdade consoladora: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia... Este é o pão que desceu do céu. Ele não é como o que os pais comeram e pereceram; quem come este pão viverá eternamente...”
“Nós cremos que o Verbo de Deus Pai, que é a vida por natureza, tendo-se unido ao corpo animado de uma alma racional, gerado pela Virgem Santa, tenha-o tornado vivificante, com esta inefável e misteriosa união, para que, fazendo-nos participar dele, espiritual e corporalmente (por meio da eucaristia), eleve-nos acima da corrupção (são Cirilo de Alexandria, Ad. Nestor. 4,5).
01 de Novembro - Todos os santos
“Alegrando-se todos no Senhor nesta solenidade...”: assim reza a antífona de entrada. É a Igreja militante que honra a Igreja triunfante e presta à incomensurável multidão de santos que povoam o Reino dos Céus a homenagem que ela não pode prestar individualmente a cada um deles — como sucede no calendário cristão.“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus”, promete Jesus no sermão da montanha. Quem são os pobres, segundo Jesus? São as “testemunhas de Deus”, para usar uma expressão de Isaías. Com os pobres, apoderaram-se do Reino dos Céus os mansos, os puros de coração, os misericordiosos, os pacíficos, aqueles que sofrem e que têm fome e sede de justiça, em um mundo no qual vige sempre a lei do mais forte, os perseguidos por causa da justiça e todos quantos são vítimas inocentes da calúnia, da maledicência, da pública ofensa ou do vilipêndio dos manipuladores da opinião pública.
Folheando as páginas deste livro, o leitor pôde encontrar esses sinais em todos os santos que tiveram fé na promessa do Reino dos Céus: a vergonha das violências, dos ultrajes, das torturas e humilhações de que foram alvo, e sobretudo da prova extrema do martírio, da dor física e moral, da aparente derrota do bem e do triunfo dos maus. Os fiéis são convidados a alegrar-se e a exultar com todos esses santos que “passaram à melhor vida”.
A fé nos assegura, diz são Paulo, que somos realmente filhos de Deus e herdeiros do reino, mas esta realidade não é plenamente completa em nosso corpo de carne. Vivemos na esperança, e esta se torna certeza em razão do que cremos.
A origem dessa festa remonta ao século IV. Em Antioquia, celebrava-se no primeiro domingo depois de Pentecostes. No século VII, a data foi fixada em 13 de maio, Dia da Consagração do Panteão a santa Maria dos Mártires. Naquele dia, fazia-se descer da clarabóia da grande cúpula uma chuva de rosas vermelhas. Gregório IV removeu a celebração para o dia 1º de novembro, depois da colheita de outono, quando era mais fácil encontrar alimento para os numerosos peregrinos que, depois dos trabalhos do verão, dirigiam-se em peregrinação à Cidade dos Mártires.
Quer ser feliz? - Mt 5,1-12a
Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, e Jesus começou a ensiná-los: “Felizes os pobres no espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Felizes os que choram, porque serão consolados. Felizes os mansos, porque receberão a terra em herança. Felizes os que têm fome e sede da justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Felizes os puros no coração, porque verão a Deus. Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Felizes os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Felizes sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa recompensa nos céus”.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
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Jesus
Cristo, com sua práxis libertadora, revelou e apresentou outra dinâmica de se
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relacionar
com Deus Pai. A práxis de Jesus expressou a expectativa escatológica profética
no
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resgate
dos pobres e oprimidos no contexto sócio-econômico-político-cultural; sobretudo
na
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convivência
com as mulheres, crianças, leprosos e pecadores, Jesus Cristo demonstrou o amor
|
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de
Deus em plenitude do resgate da dignidade deles. Na práxis de Jesus, a lei da
aliança
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apresentou
um Deus que é amor, diferente do Deus da Lei e sacrifícios. É essa nova relação
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Pai-Filho
entre Deus e o homem que Jesus comunica e como expressão de gratuidade e
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misericórdia
em prol dos desprovidos dos seus direitos e dignidade, restabelecendo o bem-
|
|
estar
social, ético e moral negado aos considerados indignos e impuros.
|
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Na
sua opção pelos pobres e oprimidos, a práxis libertadora da fé existente em
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Jesus,
revela a plenitude do amor de Deus-Pai; uma vez que a sua atenção voltava-se para
os
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pobres,
cegos, coxos, aleijados, leprosos, famintos, miseráveis, pecadores, prostitutas,
|
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coletores
de impostos, endemoninhados, perseguidos, esmagados, cativos, trabalhadores,
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camponeses,
pescadores, pastores, doentes, mendigos, pagãos. Diante de todos esses, que de
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uma
ou outra maneira eram excluídos pelas atitudes e leis da instituição religiosa,
a práxis de
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|
Jesus
demonstra que tal exclusão não corresponde à vontade de Deus. Sendo assim, porém,
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essa
práxis contém também um forte apelo transformador.
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Nessa
perspectiva, a práxis libertadora da fé revelada por Jesus levou as pessoas a
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um
agir transformador. Jesus anunciou o Reino escatológico de Deus como próximo,
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perceptível,
salvando e incentivando a decisão, sendo que com sua vida Ele expressou o reinar
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41 |
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de
Deus agindo na história. A práxis de Jesus demonstrou que Ele é também libertador
porque
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realizou
a libertação integral, ou seja, com todos os direitos necessários às condições
de
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subsistência
dos filhos e filhas de Deus no contexto sócio-econômico e político-religioso no
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mundo
judaico de seu tempo.
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Verifica-se
nos evangelhos que a práxis libertadora da fé de Jesus causou uma
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ruptura
de perspectiva de oposição com os ensinamentos do Templo, uma vez que o Templo
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era
o centro do poder sócio-econômico e político-religioso, sustentando-se sob a ideologia
do
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puro/impuro,
sacrifícios e descendências familiares. Nesse contexto, Jesus com seu agir
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transformador,
anunciou a ruína do Templo. O seu discurso escatológico começa com a
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predição
da destruição do templo (Mc 13, 1-4; Mt 24, 1-3; Lc 21,1-7) 107.
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3. Jesus e o Templo: uma relação de oposição
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Verifica-se
pelo processo histórico e nas Sagradas Escrituras que o Templo era,
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sob
diversos pontos de vista, o centro do poder sócio-econômico e político-religioso
do tempo
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de
Jesus. O primeiro Templo foi construído por Salomão e destruído por Nabucodonosor
em
|
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587
a.C., quando Jerusalém foi conquistada 108. Desse
modo, através de pesquisas confirma-se
|
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que
“o segundo Templo foi totalmente reconstruído por Herodes, aproximadamente na
época
|
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do
nascimento de Jesus, e foi destruído em 70 d.C. pelos romanos” 109.
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A construção
do Templo por si só impressionava:
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É verdade
que os contemporâneos de Jesus deviam ficar estupefatos
quando,
ao chegar ao topo duma colina, descobriam a cidade, que tinha no
meio
uma torre de 50 m de altura (o equivalente a um arranha-céu de
quinze
andares), plantada num imenso terrapleno de 480 m de
comprimento
por 300 m de largura, que dominava boa parte da cidade e
|
|
107
|
|
108
|
|
Cf. MORIN, É. op.cit, p.91
Cf. SAULNIER, C.; ROLLAND, B. A Palestina no tempo de Jesus. São
Paulo: Paulus, 1983, p. 37.
109Cf.
OTZEN, B. O judaísmo na antiguidade
A história política a as correntes religiosas de Alexandre Magno
até
o imperador Adriano. São Paulo: Paulinas, 2003, p. 131.
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quarta-feira, 29 de outubro de 2014
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Estas
reflexões, em que o enfoque principal se concentra na Práxis Libertadora da Fé
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|
revelada
por Jesus, têm por objetivo apresentar o significado da Ressurreição do Senhor
como
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base
para a práxis libertadora da fé, sendo esta compreendida a partir de pesquisas
como todo
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|
processo
de salvação e libertação integral de Jesus Cristo, contribuindo – assim – para
que o
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|
agir
do homem seja imbuído de idéias e de ações transformadoras no que se refere às
|
|
estruturas
convencionais presentes na sociedade de hoje, nem sempre alicerçadas nos
|
|
ensinamentos
evangélicos, a fim de que se possibilite a construção do Reino de Deus,
|
|
revelado
por Jesus. Dessa forma, é válido dizer que um novo céu e uma nova terra são
|
|
possíveis,
à medida que se compreende o Reino de Deus de acordo com a expectativa
|
|
profético-escatológica
concretizada na práxis libertadora da fé de Jesus. Ter como
|
|
fundamento
para essas reflexões as palavras de Jesus contidas nas Sagradas Escrituras: “O
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Espírito
do Senhor está sobre mim, pois ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-
|
|
Nova
aos pobres; enviou-me para proclamar a remissão aos presos e, aos cegos, a recuperação
|
|
da
vista; para restituir a liberdade aos oprimidos e para proclamar um ano de graça
do Senhor,
|
|
compreendido
no exercício de sua práxis libertadora” 1, é
fundamento sólido para que se
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|
acredite
e se ponha em prática o “Reino de verdade e de vida, Reino de justiça, de amor
e de
|
|
paz”
2. Alicerçados na ressurreição, sendo esta a legitimação por parte
de Deus-Pai da
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|
salvação
integral em prol de seus filhos e filhas pela práxis de Jesus Cristo é possível
dizer
|
|
que,
“as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje,
sobretudo dos
|
|
pobres
e de todos os que sofrem, também foram as alegrias e as esperanças, as tristezas
e as
|
|
angústias
dos discípulos de Cristo. Não se encontra nada verdadeiramente humano que não
|
|
lhes
ressoe no coração. Com efeito, a comunidade do Nazareno se constituía de homens
que,
|
|
reunidos
em Seu Nome, eram dirigidos pelo Espírito Santo na sua peregrinação para o Reino
|
|
1
|
|
2
|
|
Cf.
Lc 4, 17-19
Cf.
COMPÊNDIO DO VATICANO II. Constituição Pastoral - Gaudium et Spes. n º.
39.
|

9 |
|
do
Pai. Seus membros aceitaram a mensagem da salvação. Mensagem que deve ser proposta
a
|
|
todos.
Nesse sentido, a comunidade cristã de hoje se sente verdadeiramente solidária
com o
|
|
gênero
humano e com sua história”3.
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Entende-se
que os tempos são indicadores de que a miséria e a pobreza, estados
|
|
decorrentes
de injustiça, de desamor e de conflitos, crescem gradativamente em determinadas
|
|
regiões
do mundo, especialmente tendo-se em vista os países do Terceiro Mundo. Assim,
|
|
importantes
órgãos oficiais têm se preocupado em realizar pesquisas sociológicas com o
|
|
intuito
de, através de estatísticas, pôr em relevância as colocações acima citadas. Dessa
forma,
|
|
também
a Doutrina Social da Igreja
|
|
4
|
|
apresenta
a justiça da práxis de Jesus como forma de
|
|
salvação
integral dos filhos e filhas de Deus no contexto sócio-econômico e político-cultural.
|
|
Nesse
aspecto, associa-se a injustiça a pobreza, miséria e inclusão social, “sendo que
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|
estimadamente
existam hoje cerca de 850 milhões de pessoas que passam fome no planeta”5,
|
|
e “aproximadamente
56 milhões de pessoas vivem com menos de um terço do salário mínimo
|
|
no
Brasil” 6 . É nesse sentido, que se entende toda a dimensão da Escatologia,
pois esta não se
|
|
restringe
somente à doutrina das coisas últimas ou salvação da alma, nem ao resgate do
|
|
indivíduo
cativo do mundo maligno ou ao conforto da consciência atormentada, mas e –
|
|
principalmente
– à esperança da realização escatológica do Reino de Deus através dos atos de
|
|
justiça,
de gestos de humanização, de fatos promotores da libertação da miséria, de desejos
de
|
|
paz
para toda a ordem criada. Considerando-se tais afirmativas como assento teológico
da
|
|
práxis
de Jesus de Nazaré, percebe-se o quanto é importante e necessário o binômio
|
|
Cf. Ibidem.
PONTIFÍCIO CONSELHO “JUSTIÇA E PAZ”. Compêndio da Doutrina Social da Igreja;
tradução
Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil. São Paulo: Paulinas, 2005, p. 122.
5COMISSÃO
PASTORAL DA TERRA. Sem fome e opressão
a aliança com os pobres é libertação: 21ª
Romaria
da Terra do Paraná. Curitiba: CPT, 2006, p. 3.
6CONFERÊNCIA
NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. Exigências éticas da ordem democrática (Doc.
CNBB
42). São Paulo: Paulinas, 1989, p. 14.
|
|
4
|
|
3
|
10 |
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proclamação/instauração
do Reino de Deus, uma vez que tais elementos que o compõem se
|
|
constituem
no objetivo primaz da missão de Jesus: “pois foi para isso que fui enviado”7 .
|
|
Em
Jesus, o Reino de Deus está próximo e já é realidade presente8 . Na
verdade, é um
|
|
acontecimento
que coincide com sua pregação e ministério, sendo ele mesmo, Jesus, a Boa-
|
|
Notícia,
como se refere a ele o evangelista, pois através do anúncio e da práxis do Filho
de
|
|
Deus,
Deus mesmo intervém de maneira decisiva e definitiva na história humana9.
|
|
A vinda
do Reino é reconhecível pela fé nos sinais que Jesus realiza, isto é: no sentar-
|
|
se
à mesa com os pecadores10, nos milagres11, nos exorcismos12, na
escolha dos Doze, no
|
|
anúncio
da Boa Nova aos pobres13, no reconhecimento e na valorização da dignidade das
|
|
mulheres,
nos gestos de salvação e libertação em favor dos pobres, humildes e pecadores14. O
|
|
Reino
de Deus é, sem dúvida, um acontecimento que se manifesta no coração humano, pois
a
|
|
relação
com Deus pela fé e pela conversão é interior. De outro lado, porém, também se
|
|
manifesta
nas relações entre as pessoas e nas estruturas que lhes correspondem. “No centro
do
|
|
acontecimento
do Reino, está, de um lado, a auto comunicação de Deus que é Pai, com o qual
|
|
Jesus
vive a intimidade única a ponto de chamá-lo Abba (papai)”
|
|
15
|
|
e,
de outro, a sua
|
|
predileção
pelos pobres, pelos últimos, pelos pecadores16. Esta
práxis libertadora da fé de
|
|
Jesus
deve ter sempre determinadas conseqüências, favorecendo o crescimento de alternativas
|
|
em
prol do resgate da dignidade dos pobres, miseráveis e excluídos um vez que também
são
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imagem
e semelhança de Deus-Pai. Nessa perspectiva, torna-se possível redescobrir o outro,
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7
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8
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Lc 4, 43
Mt 12, 28
9Cf.
Lc 17, 20-21
10Mt
9, 12
11Mt
11, 4-5
12Mt
12, 25-28
13Mc
1,15
14Mt
11,2-6
15Cf.
Mc 14, 16
16Mc 5,
3
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11 |
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sobretudo
o último, o pequeno, o pobre, o inimigo, o estrangeiro como irmão17 . Por
isso, o
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Reino
diz respeito a todos: às pessoas, à sociedade, ao mundo inteiro; trabalhar pelo
Reino
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significa
reconhecer e favorecer o dinamismo divino que está presente na história humana
e a
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transforma;
continuar construindo o Reino de Deus é trabalhar para a libertação do mal, sob
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todas
as formas, no contexto sócio-econômico político-cultural. Em síntese, o Reino
de Deus
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manifestado
na práxis libertadora da fé de Jesus, aponta para o seguimento de todos os
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cristãos
e pessoas que praticam a justiça do Reino em prol da vida, liberdade, educação,
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moradia
e justiça social como meio de erradicação da fome e da miséria.
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A ressurreição
como base para a práxis libertadora da fé é fundamento para que se
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resgatem
as propostas do Concílio Vaticano II, sendo possível perceber, a exemplo da práxis
|
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de
Jesus, no ser humano excluído e miserável, a presença de Deus, o “rosto de Deus”,
com
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anseios
de libertação no contexto sócio-econômico político-cultural.
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Essa
evangelização, a partir do grande fundamento que é a ressurreição de Jesus
|
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Cristo,
também deve nortear e fundamentar o anúncio que se faz do Evangelho para o ser
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humano,
numa cultura pós-moderna, buscando superar aporias e dualismos através da
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presença
de um Deus vivo, que quer ressuscitar a pessoa em sua plenitude, tendo como
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exemplo
histórico-escatológico-salvífico a ressurreição de Jesus e a subseqüente confirmação
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da
sua práxis libertadora da fé. Assim, a aliança de Deus com o ser humano adquire
um
|
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sentido
maior no evento histórico-escatológico-salvífico da ressurreição de Jesus com
sua
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práxis
libertadora da fé, fonte de inspiração para que a Igreja e todos que praticam
a justiça do
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Reino
de Deus continuem como “discípulos e missionários de Jesus Cristo para que n’Ele
|
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nosso
povos tenham vida” 18. A ressurreição dos mártires e de forma especial a ressurreição
|
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17
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18
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Cf. Mc 12, 28
CELAN. Rumo à V Conferência do Episcopado da América Latina e do Caribe.
São Paulo: Paulinas,
2005,
p. 01.
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12
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de
Jesus ratificam por parte de Deus-Pai que agiu na história, a legitimação do agir
deles com
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alternativas
em favor da justiça do Reino, contra aquelas forças e instituições que os mataram.
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|
Nessa
reflexão, essa confirmação é a deslegitimação das forças e das instituições que
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promoveram
a morte dos mártires e de Jesus.
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|
Na
exortação apostólica Ecclesia in America,
1998, falando sobre os pecados sociais
|
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que
clamam aos céus, afirma o Papa João Paulo II que domina cada vez mais, em muitos
|
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países
americanos, um sistema conhecido como neoliberalismo, sistema esse que, apoiando
|
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uma
concepção economicista do homem, considera os lucros e as leis de mercado como
|
|
parâmetros
absolutos em prejuízo da dignidade e do respeito da pessoa e do povo. Nesse
|
|
aspecto
a práxis de Jesus com alternativas em favor da vida e da dignidade dos pobres,
|
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miseráveis
e excluídos, supera tais discrepâncias sócio-econômica e política-cultural, cientes
|
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que
os pobres, miseráveis e excluídos são sempre mais numerosos, vítimas de determinadas
|
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políticas
e estruturas freqüentemente injustas 19.
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A Ressurreição,
como base para a práxis libertadora da fé, é um forte apelo para que
|
|
seja
possível reassumir a eclesiologia do Concílio Vaticano II, onde a práxis do homem
tenha
|
|
elo
com a de Jesus, saciando a fome de justiça e de liberdade do ser humano neste
mundo
|
|
globalizado.
O ser humano, por ser sempre um valor em si é por si imagem e semelhança de
|
|
Deus
Pai. Exige ser considerado e tratado como tal e nunca ser considerado e tratado
como
|
|
um
objeto que se usa, um instrumento, uma coisa. De todas as criaturas terrenas,
só o homem
|
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é pessoa,
sujeito consciente e livre e, precisamente por isso, centro e vértice de tudo
o que
|
|
existe
sobre a Terra20.
|
|
Cf. JOÃO PAULO II. Ecclesia in América Exortação
Apostólica Pós-Sinodal. São Paulo: Paulinas, p. 56.
Cf. CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL.
Exigências éticas
da ordem democrática
(Doc.
CNBB 42). op cit, p. 24
|
|
20
|
|
19
|

13 |
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A experiência
da práxis libertadora de Jesus é a experiência de ser chamado a lutar
|
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sempre
de novo contra todo o tipo de coisificação da pessoa humana, na direção de uma
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humanidade
livre e solidária. O reconhecimento afetivo da dignidade pessoal de cada ser
|
|
humano
exige o respeito, a defesa e a promoção dos direitos da pessoa humana: direito
à vida
|
|
desde
o instante de sua concepção; direito à liberdade, à igualdade, ao trabalho, à
prática
|
|
religiosa,
à educação, à saúde, à segurança e aos demais meios necessários para uma vida
|
|
digna
21.
|
|
A solidariedade
é uma opção pela vida e pela justiça. Como afirmou João Paulo II, ela
|
|
implica
as decisões econômicas, o fato de sentir a pobreza alheia como própria, de fazer
carne
|
|
sua
a miséria dos marginalizados, e, em vista disso, de atuar com rigorosa coerência.
|
|
Atualizar
nesse aspecto a práxis de Jesus frente aos novos desafios principalmente do
|
|
neoliberalismo
e da globalização, fome, injustiças sociais e como alternativa o
|
|
redescobrimento
da Teologia da Libertação no contexto latino americano, não se trata
|
|
somente
da profissão de boas intenções, mas da decidida vontade de buscar soluções eficazes
|
|
no
plano técnico da economia, com clarividência, que dá o amor e a criatividade,
que brota da
|
|
solidariedade22.
|
|
Verifica-se
por vias empíricas que as conferências realizadas pelo Episcopado Latino-
|
|
Americano
têm ratificado a importância de sempre redescobrir as opções de Jesus Cristo em
|
|
favor
dos pobres, miseráveis e excluídos, uma vez que as gritantes desigualdades, que
já
|
|
duram
séculos, enraizaram profundamente, tanto nos privilegiados quanto nos oprimidos
e
|
|
destituídos
de posses, hábitos mentais e formas de comportamento, de autoritarismo e de
|
|
21
|
|
22
|
|
Cf.
Ibidem, p. 25
Cf.
Ibidem, p 26.
|
14 |
|
conformismo
ou servilismo, de ganância ou de resignação, que devem ser transformados no
|
|
contexto
sócio-econômico político-cultural 23.
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A injustiça
social assume proporções de ofensa a Deus, o qual nos criou a sua imagem
|
|
e semelhança,
e se opõe ao mandamento do amor fraterno que Jesus Cristo instituiu como lei
|
|
da
nova e eterna aliança. De tal maneira, o resgate da dignidade dos pobres não pode
limitar-
|
|
se
à assistência emergencial, mas exige a transformação da sociedade e da economia
numa
|
|
nova
ordem voltada para o bem comum.
|
|
É bem
verdade que, à medida que a práxis libertadora da fé praticada por Jesus e
|
|
assumida
pelo homem é alicerçada na ressurreição, a vida adquire novo sentido através do
|
|
amor-doação
em favor do ser humano desprovido dos seus direitos à subsistência e realização.
|
|
Dessa
maneira, no que concerne à vida dos seres humanos latino-americanos, empobrecidos
e
|
|
miseráveis,
tem-se a constatação de que a práxis libertadora da fé deve fazer parte da
|
|
existência
humana como protótipo de libertação, favorecendo a ética e a moral que
|
|
impulsionam
a cultura da solidariedade e paz para a formação de uma nova sociedade, onde
|
|
todos
tenham vida, voz e vez no contexto sócio-econômico, político-cultural.
|
|
O objetivo
da dissertação é o de continuar contribuindo para que a Igreja e todos que
|
|
praticam
a justiça do Reino de Deus continuem resgatando a dignidade dos pobres, miseráveis
|
|
e excluídos
no contexto sócio-econômico e político-cultural, uma vez que também são
|
|
imagem
e semelhança de Deus.
|
|
23
|
|
Cf.
Ibidem, p. 35.
|
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